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REVIEW – Arrow, terceira temporada – Parte I

Comentários sobre a primeira parte da terceira temporada de Arrow.

oliver_queen_ras_al_ghul_duelA terceira temporada de Arrow está eletrizante como nós fãs gostamos e nada mais justo do que analisar os aspectos mais importantes da trama até o momento. No texto abaixo eu comento os episódios ‘Sara’, ‘Corto Maltese’, ‘The Magician’, ‘The Secret Origin of Felicity Smoak’, ‘Guilty’, ‘Draw Back Your Bow’, ‘The Brave and the Bold’ e ‘The Climb’, que formam a primeira parte desta temporada.

Como são muitos comentários crocantes e o texto está gigantesco, dividi em duas partes. Nesta primeira estão os comentários mais livres, impressões e previsões da trama. Na segunda parte, estão as referências aos quadrinhos que reforçam algumas teorias a respeito do futuro da temporada. As referências estão organizadas episódio por episódio para facilitar as consultas posteriores, afinal é muita coisa para lembrar nesse mundo estrelado. Recomendo que você leia na ordem proposta, pois a primeira parte alimenta alguns tópicos da segunda parte.

Os comentários estão divididos entre personagens e tramas para melhorar a experiência de leitura.


Sara

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O assassinato de Sara Lance é o arco mais importante dos primeiros nove episódios da temporada. A queridinha do Team Arrow e de Nyssa, que ao fim da temporada passada voltou aos braços da Liga dos Assassinos, retornou este ano para fazer uma despedida brusca e deixar um legado de grandes dores de cabeça.

Desde que a Canarinha voltou dos mortos eu apostava em sua morte como estopim para Laurel assumir o manto da Passarinha Negra. Achei que a despedida aconteceria no season finale da segunda, mas só tivemos uma passagem de manto com a jaquetinha preta, sem muitas emoções. Nossos corações estavam programados para surtar depois.

Neste arco que guiou a primeira parte da temporada, descobrimos que Sara estava caçando Malcolm Merlyn para fazê-lo pagar sua dívida com a Liga. Durante nove episódios a trama conseguiu se provar interessante, afinal a premissa ‘Quem matou?’ gera burburinho nas narrativas desde que o mundo é mundo. Gostei da dúvida gerada na trama com a possibilidade de Roy ser o assassino, depois Oliver, para, finalmente, quase morrermos de emoção/ódio/surpresa com Thea Queen dando a flechada negra e sendo gravada para gerar polêmica no Whatsapp.

A morte da Canário “original” também foi interessante por juntar Laurel ao Team Arrow e gerar interações inesperadas, incluindo cenas sentimentais com todos os personagens. Vimos o lado mais humano de Felicity, tivemos homenagem de Diggle ao colocar o nome de sua filha de Sara e Nyssa, durona, demonstrando seu grande amor. Ficou claro que os produtores decidiram matar Sara nesta temporada para aproveitar melhor a trama e preparar o terrítório deste terceiro ano.

Fiquei no chão ao descobrir que Thea é a ‘assassina de Sara’, sem dúvida bastante inesperado, e triste por perder uma personagem que, apesar de chatinha e com cara de choro, já fazia parte da mística da série. A trama foi resolvida, mas deixou no ar o conhecimento de Thea a respeito de seus atos.  Qual será o futuro da novíssima Arqueira Negra?


Thea Queen

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Sou suspeito de falar de Thea, amo a personagem, mas confesso que sua trama foi um misto de exagero e bons momentos. Quando sabemos que Oliver passou cinco anos preso numa ilha com o objetivo de sobreviver e se tornar uma outra pessoa, algo diferente, fica difícil acreditar que Thea Merlyn Maravilhosa passou por pouco mais de 5 meses de treinamento e já está poderosa, fazendo coisas que até o cadáver da Mama Queen duvida. Sei que há uma tendência de que todo mundo nesta série aprenda artes marciais para sobreviver, mas, apesar de gostar da nova fase de Thea, fico com receio de que a história vire um pastelão inverossímil.

Cházinha Merlyn foi a deixa para trazer Malcolm Merlyn de volta à trama e podermos conhecer um pouco mais de sua origem e seu treinamento, principalmente porque a Liga dos Assassinos cumprirá papel importantíssimo nesta temporada. É compreensível que tenhamos Merlyn Magoado arquitetando um plano para se livrar de Sara e jogar Oliver na linha de frente do combate, mas até que ponto irá a Feiticeira? Já estava claro que a aproximãção com Thea fazia parte de seu plano, mas e quando Miss Queen Merlyn descobrir que foi drogada, usada, e manipulada pela Vortura? Quero nem ver o ataque de cólera da menina quando juntar as peças.

Além do baphão com Sara, nossa Cházinha querida voltou com uma vida agitada. Apesar de não estar mais com Roy, ela tem se dado bem na continuidade da vida de empresária, reabrindo o Verdant, morando em um apartamento destruidor e gerenciando a fortuna de seu pai “morto” para a sociedade. Junto disso temos um novo interesse amoroso, o tal do DJ que faz e acontece na noite com uma música babadeira. Tudo isso para nos trazer de volta ao drama adolescente da menina que sempre foi o alívio CW da trama. Amo de paixão e ela nunca pode sair disso, tá, roteiristas?

O ponto alto de Thea neste início de temporada foi, certamente, ela mentindo em diversos momentos para Oliver. Vimos Cházinha voltar de Corto Maltese somente por causa do irmão e descobrir que o pai adotivo Robert Queen se sacrificou para salvar Ollie. No fim, para ela não existe nada mais importante do que a família e tenho certeza de que irá entrar em conflito com Malcolm para defender esse lado “mãe/irmã perdemos tudo”. Uma pena mesmo é que nessa história a Mansão Queen tenha desaparecido….


Malcolm Merlyn

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O que dizer da Feiticeira mais dissimulada deste mundo estrelado? O que dizer deste personagem que consegue ser odiado, mas não queremos que suma da trama? Os produtores já confirmaram que Malcolm será o grande vilão da série e estará até o final, da mesma forma que começou tudo isso, então meu coração fica em paz por saber que o teremos por muito tempo.

Nestes episódios vimos a Feiticeira do Recalque se revelar a Oliver, que ficou em cinquenta tons de bege, e ganhar um aliado improvável na luta contra a Liga dos Assassinos. Foi bonito  ver Ollie protegendo Malcolm e comprando briga com Ra’s para defender a verdade e a justiça, afinal Merlyn jurou de pés juntos que não havia matado Sara embora fosse o suspeito principal. Em alguns momentos imaginei que Komodo pudesse ter matado a loirinha, mas agora que sabemos que foi a Feiticeira, ainda que indiretamente, dá uma raiva de ter visto Queen na defesa.

Descobrimos também um pouco da relação do Mago com a Liga e o que fez ele ser liberado por Ra’s para viver em Starling City e causar o terremoto da primeira temporada. Isso só reforça que Malcolm é um personagem que amamos odiar.

O ponto alto da trama do personagem? A mágoa de Cabocla que ele está sentindo ao ver Thea se aproximando do irmão, comendo pipoca e assistindo filmes antigos, enquanto ele só luta com a menina e promete mundos e fundos para protegê-la. O seu trunfo é a contradição, afinal usa a própria filha para tentar sanar suas dívidas, mandando exatamente quem ele queria tirar do caminho para lutar com Ra’s. Merlyn tinha certeza de que Oliver venceria a batalha, mas não contava com a astúcia de Al Ghul. Quero ver como ele deve estar se sentindo ao descobrir que Oliver morreu e sua dívida continua ativa. Se joga no chão porque seu óculos caiu, meu amô!


Liga dos Assassinos

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Quanto ao inimigo com uma memória longa, o retorno de Nyssa e a aparição de Ra’s Al Ghul causou um burburinho em terras estreladas. Vimos a ira de Nyssa, sua caça a Malcolm e a divergência com os métodos de Oliver. A mocinha ficou louca ao perder o amor de sua vida e ter que ouvir do Rainha que em Starling City manda ele. É o cenário ideal para uma guerra de Clãs.

Gostei das cenas emotivas envolvendo Nyssa, principalmente a interação com Laurel, e a descoberta de que a jaquetinha de couro é bem representativa para as duas amadas. Foi interessante conhecer um pouco do lado humano da Filha de Ra’s, sua sede por vingança e como Sara chegou até a Liga.

Como Nyssa não gosta de flores, foi correndo pro Papai se Banhando no Poço de Lázaro para contar que Oliver foi um mal menino e não colaborou, protegendo Malcolm. Foi lindo de ver Ra’s declarando guerra do nosso arqueiro, não foi? E apesar do fim que tivemos com Oliver caindo do penhasco, a relação com a Liga não irá acabar agora. Ra’s vai querer saber como é que Ollie terá voltado a vida quando voltar. Aliás, não acham que o Rainha irá mesmo morrer, né? Ele ressuscitará triunfante, pois nos quadrinhos o personagem morreu inúmeras vezes e sempre inventaram um modo de trazê-lo de volta. A morte foi uma boa saída de midseason finale para chocar a audiência. Vi mil forninhos caindo junto de Oliver, gata!

Espero que ao longo da temporada tenhamos um pouco mais de mitologia da Liga dos Assassinos e quem saber a história de seu líder. Os produtores já disseram que teremos um Ra’s Al Ghul querendo se aliar a Oliver Queen ainda nesta temporada, provavelmente percebendo o poder que o Arqueiro tem e o quanto pode agregar à sua Trupe de Preto. Não é todo dia que alguém desafia Rasinho (o último foi há 67 anos) e ressuscita, néah? É importância, é choque, é babado, é Oliver Fucking Queen.


Oliver Queen

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Chegou a hora do herói desta série maravilhosa! Primeiramente quero agradecer aos produtores por trazerem o torso de volta em ’The Climb’ e acabar com nossa abstinência. Verdade seja dita que Arrow não é a mesma sem os exercícios do Oliver e muito menos com o franguinho do Brandon Routh tentando tomar o posto do torso sarado.

A temporada começou com nosso Rainha caindo no clichê de super-herói que não pode ficar com a pessoa amada e cagando tudo para a trupe Olicity, algo já previsto, né gente? Olicity não se sustenta como algo fixo por enquanto. Só não sei até onde os roteiristas irão levar essa trama com Laurel na parada, né? Vamos ver…

No âmbito da vida pessoal, Oliver está sem empresa, sem dinheiro, perdeu a Queen Consolidated para Ray Palmer e não sei do que o rapaz está vivendo. Será que está sendo sustentado por Thea e o dinheiro da Feiticeira? Afinal, minha gente, custa dinheiro manter tantas flechas, equipamentos, moto, roupinha nova… Abismado como tudo isso ainda está intacto e como Thea ainda não descobriu que a porta lacrada é a entrada do QG Arrow.

Nestes episódios vimos nosso herói sofrer com a morte de Sara, brigar com Diggle, trazer Thea de volta, ficar puto com Laurel e ainda descobrir que ele não é o primeiro vigilante de Starling City. Ted Pantera Grant (RAW), esse maravilhoso do boxe, foi o primeiro a atuar no Glades e tem treinado Miss Lance a contragosto de um Ollie ciumento, que no fundo não quer ver a racha toda quebrada depois de umas porradas na rua. Vimos também o camarada lutar contra uma maluca chamada Cupid, a lôca do amor platônico, e ajudar as pessoas ao seu redor, incluindo Roy Harper Menino Não Rejeitado.

Se há algo que posso dizer sobre Oliver Queen nesta primeira parte da temporada é que ele deixou seu ego e necessidades de lado para lutar pelas pessoas que estão ao seu lado, lutando sua guerra. Foi bonito ver a interação com Roy e com todos os outros personagens, culminando no sacrifício por Thea na montanha gelada. Tirando o fato de Oliver ir de Lian yu a Nanda Parbat e Starling num piscar de olhos, assim como o Flash, tivemos bons momentos coerentes. Acredito que o personagem tem evoluído bastante, mostrando tal mudança no crossover com Flash, que falarei logo mais, e destacando que há divergências nas abordagens e que Barry pode ter poderes, mas ele tem habilidades quase mágicas com as flechas pontudas. Ui!

Entretanto, continuo achando que Oliver é o personagem menos expressivo da trama, pois sem os outros ele não seria nada e vemos que toda as suas decisões são tomadas a partir de conselhos de outros. Esse aprendizado e imagem vulnerável faz com que a gente se sinta como ele, tenha compaixão e entenda que ningúem consegue construir algo sozinho. É por saber que Ollie não carrega a série nas costas que os roteiristas decidiram matar o personagem e deixá-lo em hiatus por alguns episódios. Dessa forma poderemos apreciar a interação dos outros personagens entre si, ver as tramas evoluir e, como disse Stephen Amell em entrevista recente, para vermos que Arrow é muito mais do que Queen. Nos próximos episódios veremos como será esta interação da trupe.


Felicity Smoak

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Chegou a hora de falar desta que é o destaque da temporada e está brilhando muito em nossas vidas: Felicity Smoak.

Primeiramente, acho importante lembrar que quando Felicity surgiu lá no início da série, a personagem não seria nada demais para o Team Arrow e muito menos para Oliver. Ela seria aquela personagem que, vez ou outra, prestaria assessoria tecnológica. A recepção da loirinha foi tão positiva que ela foi ficando, se tornou fixa, Olicity virou canon e ganhamos até episódio com sua origem.

Gostei de ver Felicity nos tempos de MIT com seu visual gótico e as repercussões desta fase hacker, mas foi meio tosco todo o caso com o ex-namorado do mal e o vírus Brother Eye. Valeu a pena por Mama Smoak, a interação com a filha, e a possibilidade de conhecermos um pouco mais do Papai Smoak. Aliás, o que é a maravilhosa Mama Smoak Peituda Deslumbrada Com Fama, hem? AMAY. Batchy, amigan! O que mais chama a atenção na trama do episódio é o tal do Brother Eye que está relacionado, de alguma forma, com a trama de Ray Palmer e seu projeto tecnológico.

Falando em Ray Palmer, não poderia ficar mais feliz por ter o personagem interagindo com Felicity Smoak. Eles formam um casal perfeito demais na tela e gostaria de vê-los juntos. Outro casal nesta série precisa ser feliz além de Diggle e Lyla, né gente? Citei Ray Palmer neste parágrafo porque quero falar da agitada vida amorosa da Srta. Smoak que só neste início de temporada já beijou Oliver, Barry e Ray. É muito poder, tá meu bem?! A vida agitada também está no trabalho, que tem exigido um monte de energia da nossa loirinha amada. Esta é a temporada em que Felicity terá destaque e fará a diferença, mais do que já fez, para nos entregar boas histórias. Em breve Mama Smoak volta e espero que nos revelem onde está Papai Smoak. É esperar para ver.


Olicity

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Como já falei de Oliver e Felicity, nada mais justo do que falar de Olicity. Continuo achando que o casal não tem força para se manter na série, principalmente pensando no canon do Arqueiro Verde e Canário Negro. Não vejo como os roteiristas irão aproximar Laurel e Oliver, afinal Queen é contra Lance lutando, mas também não vejo uma aproximação de Olicity. Um caminho que podemos trilhar para que Canário e Arqueiro fiquem juntos é a jornada de Miss Lance conseguindo se proteger sozinha. É assim que dá certo nos quadrinhos e pode dar certo na série.

Voltando a Olicity, tivemos bons momentos, tivemos beijos, etc, mas não passou de uma artimanha dos roteiristas para agradar os fãs e caímos, novamente, no clichê de que o herói não pode ter alguém que ama ao lado ou todos os vilões irão sempre atrás desse tal “ponto fraco”. Concordo com o plot, realmente é difícil conciliar as duas vidas, mas não achei que Arrow iria por um caminho tão fácil já utilizado para Laurel e Sara. Precisávamos de novos argumentos, meu povo! O interessante foi Felicity tomar uma decisão para não ficar nesse lenga lenga e colocar um ponto final na história, embora esteja sofrendo um monte com isso. Ponto final que ela também colocou com Barry para fazer o mocinho seguir.

Nestes episódios vimos Olicity ganhar atenção e voltar ao seu cantinho, permanecendo lá para aquecer o coração dos fãs e nos dar bons momentos de vez em quando, mas sem se tornar o foco principal da série. É positivo? É negativo? Isso só saberemos talvez quando a temporada acabar e tivermos um saldo dessa crocância/polêmica que é Olicity. Eu continuo na tarefa semanal de AMAR/ODIAR Olicity.


Ray Palmer

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O moço rico chegou devagar, viu coisinha, e foi conquistando espaço em nossos corações. O bom moço que não deu certo com Superman veio para mostrar que ele pode se tornar alguém relevante no mundo DC e fazer algum bem por Starling City, a cidade que, embora tenha matado sua amada, ele quer salvar. É muito interessante como todos os personagens de Arrow possuem passado trágico, né galere? Fico até comovido.

Nestes episódios vimos Ray comprar a Queen Consolidated, juntar dinheiro para fazer o Projeto Star City, se aproximar de Felicity e se revelar como o Homem de Ferro versão Starling City. Tenho duas considerações a respeito do projeto de Ray Palmer: 1. Esse uniforme precisa ser bonito, interessante e funcionar bem na telinha da TV. Levando em consideração o orçamento da série, que deve ter aumentado desde o início, fico na torcida para que não seja algo porco. 2. O projeto, a relação com a Divisão de Ciências Aplicadas da Queen Consolidated tem a ver com as OMACs que, por sua vez, possuem relação com o Brother Eye de Felicity. Nos quadrinhos ambos fazem parte de uma história gigantesca, maléfica e maravilhosa. Explico melhor as referências aqui. E olha, coisinha, não quero Ray Palmer assumindo o lugar de Brother Blood nessa temporada, não, viu? Já chega de “vilão bonzinho” que deixa a máscara cair.

Por fim, Ray Palmer é um dos grandes potenciais da temporada e promete uma expansão maravilhosa, mas que precisa ser feita com cuidado. Como essa tarefa de acompanhar seriados exige um certo nível de fé no trabalho da equipe de produção, tenhamos fé de que algo bom está vindo. Racionalmente falando, se analisarmos a trama até o momento, os roteiristas não decepcionaram, então dá para prever algo bom no horizonte. Venha cá Átomo, seu lindo!


Laurel Lance

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De Palmer seguimos para Laurel, a chatinha que ganhou meu coração nesta temporada. Muitos criticaram a magreza extrema na temporada passada, aliada principalmente à compulsão por remédios e álcool. Agora não temos o que reclamar da advogada que tem trabalhado duro e mostrado para o que veio.

É revigorante ver a personagem com um propósito, apesar de saber que ela ainda tem um longo caminho pela frente, e faz com que a gente não fique achando que ela está ali só para marcar território. Canalizar a raiva para vingar a morte da irmã é um plot interessante, por mais clichê que possa parecer, e Ted Grant, o Pantera da Parada, chegou para auxiliar a nova Canarinha e ainda se tornar seu possível novo interesse amoroso. Ninguém melhor do que o primeiro vigilante da cidade para ensinar a Canário, não é mesmo? A moça está com a agenda tão agitada que já tomou surra de machista que bate na esposa e logo mais estará dando um chutes nos rabos de bandidos com uniforme (horroroso) de couro.

A única coisa que não gosto é Laurel escondendo a morte de Sara do pai, um personagem que está sobrando na trama desde a temporada anterior. Quando ele descobrir será que vai morrer? Vai ficar chocado? Mamãe Lance já sabe e uma hora a merda é jogada no ventilador, né?Gostamos de barraco e drama, portanto não nos poupem.


Ted Grant

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Entre as adições de personagens desta temporada, Ted Grant é o mais interessante deles, principalmente por já ter uma bagagem com vigilantes e uma academia no Glades que ajuda jovens delinquentes. Não sei avaliar se arriscariam colocá-lo novamente nas ruas depois do que aconteceu com seu pupilo, e com as desconfianças da polícia, mas seria interessante vermos alguns flashbacks. Recentemente os fodões da CW cogitaram uma nova série no universo de Arrow e digo que uma do Ted seria bem, bem interessante. Um pedido aos roteiristas: quero mais cenas com o novo descamisado do Glades.


Roy Harper

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E Roy, minha gente? O moço de roupa e flecha vermelha esteve deixado de lado por bastante tempo, as coisas esquentaram com a possibilidade de que ele pudesse ter matado Sara, mas depois da negação fiquei questionando o real papel dele na história. Sim, temos um sidekick, alguém que ajuda o herói em horas difíceis e tem quebrado um galho, mas sinto falta de uma história fora do combate ao crime, uma trama própria. É o drama de ter matado um policial? É o amor com Thea? E a família do moço? Está faltando tempo para cuidar do background do personagem, embora tenham oficializado sua participação como Arsenal, um de seus nomes nos quadrinhos. Quero também mais Roy nessa história!


John Diggle

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Eis aqui o único personagem com uma vida amorosa estável, que progride com Lyla e Sara em alta velocidade. O guarda costas deixou há muito de ser somente um guarda costas e cumpre papel importantíssimo em todas as tramas e episódios que vimos. Seus conselhos foram certeiros e as intervenções bem pontuadas. É um personagem essencial que merece mais atenção como vimos em ‘Corto Maltese’. Diggle Magya!


Hong Kong

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Em relação aos flashbacks, a dinâmica de alinhar acontecimentos do passado com o presente continua. Alguns acham cansativo, clichê demais, e eu acho que em alguns momentos funciona e em outros cansa. Nestes primeiros episódios acho que foi um recurso que funcionou bem e conseguiu dar uma ideia de que alguns aprendizados, embora considerados ruins, ajudaram a construir nosso heroi. Vide a arte da tortura e o peso que ele começa a carregar por não ter feito o que deveria fazer. É dai que nasce a política dos “fins justificam os meios”.

E Amanda Waller, hem? Já conseguimos entender melhor a relação dela com Oliver e sua importância no treinamento do Arqueiro. Estou gostando bastante de tudo que foi apresentado, principalmente porque várias pontas soltas estão sendo amarradas, como o avião de Lian Yu e China White. Falando na vilã, esta maldita está desaparecida no presente mas bem que poderia dar o ar de sua graça, né? Adoro a tosqueira daquela peruca grisalha. A trama do vírus Omega está sendo levada aos poucos e promete boas emoções, mas nada que supere o que está acontecendo no presente, como nas temporadas anteriores.

Quanto a Maseo e Tatsu, a trama apresentada até o momento é bem interessante, principalmente ao vermos Maseo na Liga dos Assassinos e sabermos que Katana pode vir para o presente e causar horrores. A dúvida que fica com Maseo na Liga: será que Tatsu vai morrer/morreu? Queremos mais da vida do casal no Japão, roteiristas!


Crossover

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Digam o que quiserem, mas o crossover entre Arrow e Flash foi um sucesso. Além de ser um formato interessante que obriga o telespectador a assistir às duas séries para entender completamente as duas tramas, coloca a trupe estrelada em novo território e dá uma refrescada. Gostei de ver o clima diferente entre as duas séries, uma mais sombria e outra mais leve. Para os fãs dos quadrinhos o crossover foi bem interessante, afinal temos diversas referências e um cenário muito comum no mundo da nona arte: a junção de vários hérois numa trama só. Do ponto de vista da história com o Capitão Bumerangue, esperava mais emoção. O ponto alto foi a disputa física e filosófica entre Flash e Arrow.

Entretanto, nada, nada me fez gritar mais do que Oliver encontrar a mãe de seu filho. Um dos trunfos de Arrow, e de uma série bem feita, é deixar subtramas para serem retomadas em outros momentos mais oportunos. E como o assunto família é muito importante por aqui, não vejo a hora do babado estourar. Quero dramaaaaaaa!


Conclusão

 

De ‘Sara’ a ‘The Climb’ tivemos oito episódios com tramas boas que, apesar dos momentos fillers como Cupid, conseguiram desenvolver bem a trama principal da temporada. Os elementos chaves estavam presentes (Liga dos Assassinos e Ray Palmer) e o ritmo da narrativa nunca foi frenético. Concordo com Stephen Amell a respeito desta ser a melhor temporada de Arrow até agora, embora possa soar pretencioso por ainda não saber onde isso vai acabar. Muita gente reclamou da “enrolação” da trama, mas acredito que o ritmo está adequado e bons momentos foram apresentados semana a semana, não deixando a história monótona. A partir de agora a coisa esquenta, a trama fica mais densa e estou ansioso para saber como e quando Oliver Queen voltará dos mortos!


Comentários, episódio por episódio:

 

3×02 – Sara
Foi sobre Sara e as homenagens feitas a ela. Gostei, mas honestamente estava esperando MUITO, MUITO mais de Komodo na trama, principalmente depois do histórico do personagem nos atuais quadrinhos do Arqueiro Verde. Entretanto, há ainda esperança porque os produtores disseram que ele voltará.

3×03 – Corto Maltese
Foi um bom episódio, equilibrado entre ação, flashbacks e emoção, ALÉM de ter dado uma boa continuidade na história. Perguntas levantadas: Quem é Ray Palmer? O que ele quer? O caso da semana foi fraquinho, desenvolveu a trama da ARGUS, e só valeu por termos Diggle em ação.

3×04 – The Magician
A presença da Liga dos Assassinos é sempre um prazer com tanta crocância num lugar só. A busca por Malcolm foi bem interessante e conhecemos um pouco mais de Nyssa, embora eu também esperasse algo mais substancial a respeito de Merlyn.

3×05 – The Secret Origin Of Felicity Smoak
O episódio foi excelente, centrado em Felicity e expondo o seu passado. A trama possuiu ritmo bem construído e deu um respiro para história continuar frenética.

3×06 – Guilty
É um episódio importante para toda a série porque mostra que Oliver não foi o primeiro vigilante e que Arsenal precisa estar por perto. É neste episódio que Oliver dá o nome para Roy e que ele descobre que não é o assassino de Sara.

3×07 – Draw Back Your Bow
Episódio filler que só valeu pela aproximação de Palmer e Smoak. Oliver continua confuso sobre os seus sentimentos e Cupid veio para dar seu ar cafona na série.

3X08 – The Brave and the Bold
Segunda parte do Crossover com Flash e que explorou o clima mais sombrio de Starling City, em contraponto ao sol radiante de Central City.

3×09 – The Climb
Babado demais para um episódio só, minha gente! Morte de Oliver, Thea Assassina e Atom Suit.

Leia as referências dos episódios acima aqui.


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