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REVIEW – Arrow – 3×18: Public Enemy / 3x19: Broken Arrow
por Isaque Criscuolo Posted in Arrow, Review on 22 abril, 2015 4 Comments
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Um bayjo, Arrow! 

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Chegamos ao ponto da temporada em que tudo o que acreditávamos, e aquilo que nos apegávamos com amor, não existe mais. Não existe mais Team Arrow como antes, não existe mais QG do Team Arrow e muito menos Arrow. ‘Public Enemy’ e ‘Broken Arrow’ são duas partes de uma história só: como Ra’s Al Ghul conseguiu jogar a cidade contra o Arqueiro e girar o mundo estrelado de cabeça para baixo.

‘Public Enemy’ foi um episódio de boas e grandes emoções com a expectativa ao redor da caça pública do Arqueiro, afinal Maseo matou a prefeita da cidade. Uma dica: nunca se candidate à prefeitura de Starling City, pois as chances de morte são exponencialmente maiores do que as chances de você chegar ao fim do mandato. Voltando à caça do Arqueiro, tivemos Quentin e sua mágoa de cabocla causando na vida do vigilante e sua trupe. O mundo do nosso herói desmoronava enquanto Ra’s gargalhava na cara do perigo, vendo tudo de camarote.

Falando em Rasinho, que ultimamente só tem aparecido para cenas importantes, não imaginei que os planos do vilão iriam tão longe e teríamos Oliver Queen saindo do armário tão cedo. Ou assume a identidade de Ra’s Al Ghul, gata, ou eu te tiro do armário e te jogo em Nanda Parbat! Embora tenha sido corrido ver tudo desenrolar em um episódio, vejo o recurso de forma positiva. A urgência do season finale já está instalada e em quatro episódios muita coisa pode acontecer, como aconteceu em ‘Broken Arrow’.

Citando Al Ghul e a saída de Oliver do armário, gostei da cena em que o vilão revela a identidade do vigilante para Quentin Lance. Uma cena simples, objetiva e que causou impacto na trama central de ‘Public Enemy’. A missão de Lance, como vimos, terminou com os bens de Thea Merlyn congelados, os aeroportos e rodoviárias bloqueados e Mr. Queen caindo no clichê de se entregar. Não estava nos planos, mas ele não tinha outra opção além de aceitar a oferta de Ra’s.

A cena do Rainha se entregando foi interessante, e sem muitos alardes, ao contrário do que eu idealizava com Oliver numa coletiva de imprensa anunciando para toda a cidade que é o Arqueiro, bem ao estilo Homem de Ferro. Afinal, sou da filosofia ‘se não é para causar eu nem saio de casa’! Nosso herói se revelou para que Roy, com toda a culpa maldita no coração, se entregasse em seu lugar. Na cena final de ‘Public Enemy’ eu fiquei pensando: REALLY QUEEN? Sério que depois de Oliver assumir que é o Arqueiro, preso pela segunda vez, aparece um X da história se entregando e a polícia acredita? Quentin sabia que Harper não era o Arqueiro, mas não podia impedir a ação pois contar a verdade comprometeria sua carreira. A saída foi fácil demais e os roteiristas provavelmente tinham outro caminho para resolver o problema, não fosse a saída de Roy Harper do elenco fixo da série.

Em alguns momentos da produção de uma série, produtores e escritores se deparam com obstáculos que os obrigam a mudar os rumos da história que planejaram. A trama de Roy é um destes casos, assim com a saída de Ted Grant obrigou os roteiristas a colocar Nyssa no lugar de treinadora de Laurel. Os escritores já deveriam saber da saída de Colton Haynes há algum tempo e por isso diminuíram seu espaço ao longo da temporada, nos dando a sensação de que o sacrifício de Roy foi uma saída fácil para a trama.

Foi lindo ver o Team Arrow se juntar para ajudar Oliver e lhe ensinar que é preciso aceitar a ajuda dos outros, mas, por mais positivista que eu seja com Arrow, não consigo aceitar esta trama. Já estava puto que o maldito do Arsenal tinha morrido na prisão e pensando no que iria dizer nesta review, afinal era uma morte manjada e tal, mas me pouparam o esforço. Gostaria de ter visto Oliver sofrer mais efeitos colaterais de suas escolhas, ser rejeitado ao extremo mesmo, mas não foi o que vimos. O único ponto positivo desta trama é que Roy está vivo e pode voltar em episódios esporádicos de Arrow e do spin-off que está por vir. Infelizmente, meus caros, a série não é perfeita e de vez em quando comete uns deslizes.

Em ‘Broken Arrow’, o vilão da semana ficou em segundo plano em detrimento da trama de Roy, mas não deixou de ser importante para a mitologia do universo Arrow. Assim como o mirakuru foi introduzido aos poucos na segunda temporada, nesta terceira conhecemos os meta-humanos de Central City que ganharam poderes por causa do acelerador de partículas. Jake Simmons, ou Raio Mortal / Deathbolt, é o primeiro meta-humano não relacionado ao acelerador, abrindo ainda mais as portas para personagens do Universo DC que não estavam na região. É um bom sinal para a expansão deste universo televisivo e um vislumbre do que veremos no spin-off, meus caros. Não é à toa que tivemos a dinâmica maravilhosa hilária entre Cisco e Ray Palmer. Já posso pedir mais crocância entre os dois, principalmente entregando a referência / nomes dos personagens?

Nos quadrinhos, Simmons é procurado por assassinato e tem seu avião de fuga derrubado por um raio. Ele cai numa caverna cheia de meteoros e ganha poderes. Raio Mortal é capaz de gerar, projetar, canalizar e absorver energia elétrica. Sua cidade de origem, Opal City, é uma cidade do Universo DC conhecida por ser o lar do herói Starman, cujo nome é Ted Knight. Numa história recente, Deathbolt tentou matar Starman. Ou seja, não é um personagem muito importante do ponto de vista da mitologia dos quadrinhos, mas dá uma dica do que estar por vir em termos de expansão.

Mudando de foco, foi interessante ver o Team Arrow trabalhando junto com o Atom e colocando em prática os conselhos de Felicity (peça ajudan, guei!) Além dos momentos hilários com Ray, a dinâmica entre os personagens, as dicas de Oliver, etc, tudo funcionou muito organicamente. Não é possível não parar de pensar que os roteiristas estão testando em Arrow e The Flash as dinâmicas de trabalho em grupo, vários heróis se agrupando para atingir um resultado em comum. Foi assim no crossover com Flash e nos episódios com o Suicide Squad. Novamente falando no spin-off, não vejo a hora de conferir o resultado.

Agora falando de Quentin Lance e a tão questionada “raiva vinda do nada”, vale lembrar que a reação do capitão é compreensível diantes dos últimos acontecimentos em sua família. Consigo entender, inclusive, a raiva que ele está sentindo de Laurel por estar no mundo dos vigilantes seguindo o caminho de Sara. O patriarca Quentin tem medo de ficar sozinho novamente, de não ser justo com a cidade que serve, e tem feito o que pode para isso. Em sua trama de caça ao Arqueiro, que lembra um pouco a relação entre Batman e Gordon (olha eu caindo nas comparações com o Morcego), alguns pontos ficaram sem explicação. Lance sabe que o Arqueiro não trabalha sozinho e que os “crimes” que ele cometeu tiveram cúmplices. Portanto, Laurel, Felicity e Diggle poderiam estar presos por ajudar o vigilante, mas infelizmente não vimos tais consequências. Ou Felicity Smoak escondeu todas as evidências e não sabemos, ou realmente é um detalhe da história que passou sem muito carinho dos roteiristas. Ou Quentin só tem o rabo preso na flecha verde do Arrow. Vai saber…

Entretanto, não faltou carinho nas cenas entre Miss Smoak e Ray Palmer. Os defensores do casal tiveram um orgasmo ao ver, em ‘Public Enemy’, Palmer quase morrendo para salvar a loirinha do T.I. e toda a dinâmica no hospital envolvendo riscos, morte e amor. Gostei de ver Felicity se empoderando e tomando decisões importantes, como tem feito até aqui, mas chegamos no fatídico momento do ‘eu te amo’ e não rolou reciprocidade. É aqui que os roteiristas voltam a insistir em Olicity, nos dando a dica de que Palmer é só um quebra-galho sexual, aquele mocinho que vai fazer Miss Smoak voar pelo céu estrelado de Starling City sem armadura. Doeu no coração ver que a relação amorosa dos dois está abalada, principalmente quando Oliver e Felicity se reaproximaram.

Os Olicitys piram neste ponto da história, afinal a loirinha ajudou o Rainha em diversos momentos e quase lhe disse que ele é o homem que ela ama. Arrow é feita de dramas amorosos e familiares, vejam Roy e Thea que nunca caminham naquela relação, mas ainda não decidi se quero continuar acompanhando as indas e vindas de Olicity. E com Oliver se tornando Ra’s Al Ghul, como fica a relação dos dois? Teremos sexo, como sugerido no promo do 3×20, e depois um adeus? É uma incógnita que eu não quero responder, mas fico ansioso para descobrir. Olicity sempre me provoca as mais contraditórias reações…

Da mesma forma que Thea Merlyn Queen Xatiada Arrependida e Alheia Na Trama me provoca amor e ódio. Gente, para onde foi a menina poderosa do início da temporada que prometia chutar rabos e arrebentar as pregas alheias com fisting fuck? A mocinha voltou a ser aquela teenager boring que só vive tomando vinho e fazendo cara de sofrimento. Roteiristas, por favor, não façam isso com minha querida Thea! O que ameniza a dor é que Cházinha está nos planos de Rasinho, deu um show de luta e quase deu uma chave de buceta na cara do vilão. Quase infartei quando a espada do Demônio atravessou aquele corpinho magro. Aliás, galere, como adoram matar gente com espada enfiada/atravessada, né? Se colocar a cidade contra Oliver não foi suficiente para força-lo a aceitar a oferta, Ra’s recorreu à família e parece que vai ganhar nessa.

Felizmente, Thea Merlyn Queen não está morta e será ressuscitada pelo Poço de Lázaro. É provável que algo aconteça nesta transformação, que a personagem volte de outra forma, afinal alguma mudança as águas do poço devem provocar. Como dito por Malcolm no trailer do episódio, haverá uma mudança na alma da vadya. O que eu quero é que ela volte má, causando, pois até agora só prometeu e não cumpriu nada. Quero batismo bem bapho em ‘The Fallen’!

Falando de retornos e flashbacks, a trama do passado está chatinha e vimos Oliver encontrando a irmã gêma (gêmea) de Shado, além de tentar salvar Hong Kong do vírus que agora Matthew Shrieve, o militar, quer lançar na cidade. Nem Amanda Waller, coitada, em todo o seu poder, está conseguindo salvar esta trama. Como os flashbacks só funcionam para criar paralelos com o presente, por enquanto estão aceitáveis e não atrapalham o andar da carruagem no presente, embora a chatice esteja lá. Espero que chegue logo o momento da discórdia em que Tatsu e Maseo irão se separar. Será que Akio morre?

‘Public Enemy’ e ‘Broken Arrow’ celebraram os últimos suspiros da Arrow que conhecemos. Se é possível definir o tema para esta temporada, eu diria que é renascimento. Ra’s Al Ghul e o Poço de Lázaro sintetizam esta temática, seguindo com a morte de Oliver, Roy, Thea e da própria série. É uma temporada voltada a destruir conceitos para renascer das cinzas, ou das águas, como algo novo. Tenho visto muitos fãs reclamarem, como comentei na newsletter, mas acho que este tem sido um momento de transição, de reflexão, para nos apresentar tramas mais interessantes e nos integrar aos universos expandidos. Tenho gostado da dinâmica apresentada até aqui e ao fim da temporada, quando poderemos avaliar com propriedade os benefícios e malefícios deste ano, espero muitas surpresas.

Por enquanto, peço um minuto de silêncio, reverência e despedida para o Arrow, a ArrowCave, o Verdant, Roy e Starling City como a conhecíamos. Foram bons momentos, ótimos, na verdade, mas tenho certeza de que continuaremos a ter momentos eletrizantes. E um detalhe: a morte do Arrow não quer dizer que o Green Arrow está morto. Afinal, foi estratégico até agora que o nome Verde não tenha sido usado. Podem esperar, em algum momento das próximas temporadas, nosso herói voltando a usar seu capuz verdinho. No momento o veremos usando o manto negro de Ra’s, o que ainda não sabemos se é algo bom.

Por fim, foram dois episódios que funcionaram como um só e criaram o cenário perfeito para as mudanças drásticas prometidas por Marc Guggenheim a partir de ’The Fallen’. De acordo com ele, quando chegarmos ao finale teremos uma série completamente diferente. Já sabe que essa é uma daquelas promessas clássicas de produtores, néah? Eu tenho esperança, mas vou com calma! Estes dois episódios focaram na trama de Oliver e sua trupe, deixando de lado referências mais robustas aos quadrinhos e o desenrolar do vilão da semana, mas entregaram tramas com boa edição, ritmo e reviravoltas ao estilo que nós fãs já estamos acostumados. O próximo episódio promete com o retorno de Thea e, possivelmente, Sara Lance… será? Falo mais sobre isso aqui, na newsletter da semana, mas só teremos certeza em breve. Fique tranquilx que eu volto para contar tudo. Até a próxima!

P.S.

3×18 – Public Enemy

P.S. E o pai de Felicity, onde está? Está vivo? Fugido? Queremos mais detalhes!

P.S.2. ‘Pelo menos agora você tem um namorado.’ SMOAK; Donna.

P.S.3. ‘Oliver Queen é o Arqueiro.’ Ra’s Al Ghul

P.S.4. ‘Você acredita que vai ter alguma vez quando algo que eu disser não vai ter duplo sentido?’ SMOAK; Felicity. 

‘Espero que não. É uma das suas melhores qualidades.’ PALMER; Ray.

P.S.5. ‘Você não sabe quão poderosa a verdade pode ser.’ MEI.

P.S.6. ‘Você, Sr. Queen, não é um heroi. Você é um vilão.’ LANCE; Quentin.

3×19 – Broken Arrow

P.S.7. Felicity e Ray estavam em Flash nesta semana. 😉

P.S.8. ‘Ray, stop relying on that suit!’ QUEEN; Oliver.

P.S.9. ‘I’ll miss you most of all, Scarecrow!’ SMOAK; Felicity. A fala da mocinha loira é referência a ‘O Mágico de Oz’, quando Doroty se despede do Espantalho, abraçando-o. Inclusive, nesta cena, Felicity é a única que abraça Roy, assim como no filme do Mágico de Oz Doroty só abraça o Espantalho.


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Arrow Isaque Criscuolo


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