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REVIEW – Fear The Walking Dead: 1X05 – Cobalt

A verdadeira face dos militares

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Fear The Walking Dead tem se mostrado uma grata surpresa nesses primeiros episódios e apresentado uma narrativa interessante. A série realmente tem um ritmo mais lento, menos infectados, mas a tensão está lá.

Não só a narrativa está se estabelecendo, mas a personalidade dos personagens. Essa evolução é bem interessante de acompanhar. Alguns possuem a facilidade para fazer o que é necessário para sobreviver e proteger os seus, outros possuem uma personalidade diferente e preferem prender-se à moral. A cena com Travis se recusando a atirar na walker garçonete é o contraponto perfeito para o comportamento de Daniel torturando o militar. Enquanto o professor de literatura se recusa a aceitar a situação, o barbeiro busca a alternativa para obter informações essenciais para dar os próximos passos.

É assim que a trama vai se desenvolvendo. O hospital dos militares se mostrou um improvisado campo de concentração e a situação de Nick se complica. Ao ficar sabendo do que se trata a operação Cobalt, automaticamente me perguntei: qual a necessidade de atender civis se irão eliminar todos? Tudo passa a ser uma grande mentira para conter os ânimos dos moradores.

O comportamento de Ofélia no episódio respondeu outra incógnita. No fim, a moça se envolveu com o inocente cabo apenas para obter vantagens e bastou uma solicitação de seu pai para que o levasse de bandeja. Daniel pode ter experiência em assuntos militares, mas seu plano é muito arriscado. Quem disse que o exército iria acatar sua vontade de troca e deixar que os civis saíssem ilesos depois disso? A vantagem da execução do plano foi sabermos que temos um estádio inteiro cheio de walkers e se tiver afim de jogar a merda no ventilador é só abrir aquelas portas.

Ainda não consegui situar Liza na trama. A aspirante a enfermeira seguiu o chamado da profissão e partiu para o atendimento de civis e militares no encalço da médica. Só consigo imaginar que a atuação dessa personagem está servindo como estágio para acontecimentos futuros. Tudo que ela pode aprender ali será de suma importância para o grupo de sobreviventes, isso é claro se nenhum moribundo levantar da cama e lhe morder o pescoço. Liza pode se tornar uma valiosa sobrevivente, mas para isso terá que desafiar sua superior.

Assim como Liza, Chris e Alicia continuam alheios a tudo e a todos. Se divertir nas casas desocupadas é o novo esporte deles. Não importa se o mundo desabou, o legal é destruir o patrimônio privado e rir disso. É uma pena que não temos nenhuma professora de sobrevivência como a Carol em Fear The Walking Dead, pois seria melhor se esses adolescentes estivessem na escola.

No próximo episódio, teremos a ativação do protocolo Cobalt e uma promessa de ação desenfreada. Tudo leva a crer que Daniel abrirá a porta do estádio levando a primeira manada de infectados em direção às cercas do militares. Aquele alambrado não resistirá e provavelmente teremos algumas baixas. Espero ver aquele comandante desbocado e arrogante transformado. Com a saída dele, os militares passarão a questionar suas ordens e, cá entre nós, qualquer um questionaria. Por que continuar seguindo ordens e se submeter a uma hierarquia se não há mais nada pelo que lutar?

Veremos como a família Clark se sairá nessa nova onda de acontecimentos e qual será o plano para resistir aos militares. Creio que dar um inimigo maior para seus opositores é uma boa estratégia, o problema é que teremos um inimigo bem maior em comum e lidar com eles é que será o grande problema.


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