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REVIEW – Fear The Walking Dead: 1X06 – The Good Man (Season Finale)

Só são libertadas as pessoas de valor

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Chega ao fim a primeira temporada de Fear The Walking Dead e agora tiramos um tempo para fazer um balanço da série. Engraçado como o último episódio do ano foi o mais fraco da temporada e com mais problemas no roteiro. A ideia de usar os infectados do estádio para distrair os militares foi interessante, porém não foi mostrado como Daniel conseguiu abrir os portões do prédio sem que fosse atacado imediatamente. Será que ele conseguiu guiar uma manada sem ter problemas pelo caminho?

A sequência de resgate de Nick e a incorporação de Streng no grupo principal deixaram a desejar. Já entendemos o recado de que teremos menos ação em Fear The Walking Dead para aproveitar uma série mais reflexiva, porém acompanhar um ataque de infectados numa base militar gera certa expectativa e ser frustrado durante o desenrolar dos acontecimentos não é legal. Tínhamos uma horda? Sim. Tivemos o perímetro invadido? Sim. Ficamos preocupados com isso? Não.

Apesar de vermos metralhadoras sendo disparadas e ataques de zumbis, não tivemos nenhum personagem do núcleo principal em alguma situação ameaçadora. Tivemos a cena do corredor com Nick e a luta na cozinha, mas só. Fica difícil se importar por algum personagem figurante. Além do que, não consegui entender como os infectados conseguiram entrar no prédio. Tínhamos portas trancadas eletronicamente além de obstáculos por todo o caminho.

Outra coisa que não ficou clara foi a desculpa de Streng por “precisar” de Nick. Qual o valor de uma pessoa, se você for um mercenário que pretende usá-la em um cenário apocalíptico, que te trai por um comprimido? O homem de negócios, frio e calculista, é uma aquisição interessante para o grupo de personagens, mas sua inserção não passou de conveniência do roteiro e ficou mal explicada.

Os pontos positivos foram a libertação da violência de Travis e os devaneios de Nick. A parte reflexiva do viciado, com referências ao mundo dos zumbis ao qual ele fazia parte enquanto estava chapado, foi bastante interessante. Estar solto em um mundo cheio de perigos, sem amarras, sem responsabilidades, e tendo que lutar para conseguir recursos que viabilizarão sua sobrevivência, deve ser bem parecido com a rotina de um viciado que atingiu o fundo do poço.

Já o despertar de Travis veio com a surra do soldado que buscava vingança e a necessidade de matar a antiga esposa infectada. Esse “batismo” do personagem era necessário e a interpretação dos atores, juntamente da forma que a cena foi construída, valeu o episódio. É o clichê do ditado “a necessidade faz o homem”, mas tudo bem. Nesse caso o clichê não é ruim. Fiquei com receio do cara pegar a namorada atirando na ex e isso causar um rompimento no grupo. Ótimo que não foi isso que aconteceu.

O balanço geral da temporada foi bastante positivo, embora alguns plots tenham sido mal explorados, como o sinal luminoso no prédio e o desaparecimento do comandante pé no saco. Não sei se veremos a continuação disso na segunda temporada, ainda mais com a inserção de Abgail na série. Bastante interessante é a possibilidade de termos um grupo de sobreviventes em um barco no mar. A possibilidade de viajar e buscar recursos em diferentes cidades portuárias dá uma nova perspectiva para a série e para a cinematografia TWDniana. Apesar de diferir da proposta inicial, sinceramente espero que Fear The Walking Dead siga por esse caminho.


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