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Universo Arrow #35: Blood Debts, Olicity, teorias e Legends Of Tomorrow

Arrow Returns

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‘Dark Waters’ foi um midseason finale de tirar o fôlego, mas nos fez de trouxas com a continuação em ‘Blood Debts’. Estava óbvio que Felicity Smoak não iria morrer, afinal não chegamos até aqui com Olicity para simplesmente perder a personagem de forma tão simples. O desenrolar desta trama possui todos os elementos para estragar a experiência de Arrow, mas agora vejo que o grande objetivo dos roteiristas é trabalhar nas consequências do acidente com a loirinha.

Se relembrarmos as mortes marcantes de Arrow (Tommy e Moira), notamos que foram inesquecíveis porque não esperávamos que acontecessem. Chegaram como uma espada no peito, um terremoto e uma coluna nas costas, daquele jeito que arde e te deixa anestesiado quando os créditos sobem. Surpresa. Boom. Toma na cara. Entretanto, uma morte anunciada no início da temporada, em forma de flashforward, pode ser uma cilada. Olha a cilada, Bino! Não se brinca com expectativas da audiência, queridos roteiristas, pois ela pode se elevar e cagar o resultado, por mais interessante que seja. Vide ARTPOP da Gaga.

Espero, honestamente, que os roteiristas tenham parado por aqui esta putaria de quase matar personagens para nos deixar na tensão. É um recurso narrativo bobo e sem sentido para uma série que já foi muitíssimo honesta com sua audiência. Diego Antunes, no Série Maníacos, definiu muito bem esta tacada de Arrow como covardia e concordo com ele. Roteiristas, queridonxxx, vamos largar a tradição de matar um coitado por temporada? Vamos parar também com a fórmula dos ataques terroristas? O projeto Genesis de Damien Darhk é a mesma coisa do terremoto de Malcolm Merlyn, o ataque de Slade Wilson e o caos de Ra’s Al Ghul. Precisamos navegar em águas frescas para não cair na maldição da série que começa bem e vai se perdendo. Só para reforçar: o sucesso de Arrow em suas duas primeiras temporadas foi o elemento surpresa. Parem. Pensem. Retornem. Grato!

Apesar desse sentimento de revolta, minha gentchy, nem tudo são lágrimas na terra aterrorizada de Star City. Se o que mais me fascinou desde o início da série foram as referências, a coisa não mudou de lá pra cá. Através destas coisinhas crocantes e maravilhosas podemos prever tramas futuras e ver que os roteiristas tomam algum cuidado com a histórias que contam. Sendo assim, voltamos a falar da Miss Smoak, o centro das atenções do momento.

Não dá para ter certeza se a Lôra Geek ficará permanente na cadeira de rodas, afinal temos recursos tecnológicos da Palmer Industries que podem ajudar na recuperação da moça, mas, narrativamente falando, vê-la “debilitada” e precisando reaprender a viver pode ser um fator dramático interessante. A loirinha pode perder o interesse pelo combate ao crime enquanto enfrenta sua nova condição, não é mesmo?

Embora o fato de Felicity estar na cadeira de rodas seja referência a Barbara Gordon, aka Oráculo, Marc Guggenheim já confirmou que, mesmo sendo algo orgânico na cabeça dos fãs, este não será o codinome de Miss Smoak. Os roteiristas irão encontrar formas diferentes de explorar a nova identidade da Lôra. Oráculo provavelmente está segura nas mãos da DC Comics para outro projeto.

Quanto a estas ‘formas diferentes’, tenho algumas ideias. Confirmaram que o ator que viverá o pai de Felicity já foi escalado e será um personagem que nunca apareceu na série. Posteriormente, tivemos a notícia de que Tom Amandes viverá o vilão The Calculator numa trama que durará dois episódios nesta temporada. Wendy Mericle, também produtora executiva de Arrow, declarou que The Calculator tem uma conexão com Felicity e que precisaremos continuar assistindo para saber qual é. O que nos leva a concluir que, provavelmente, o pai de Felicity é o The Calculator e está chegando para dar mais profundidade à personagem. Além de nos explicar o motivo de ter abandonado Donna e menina Smoak. Será que ele fez o Andy Diggle e se uniu à H.I.V.E.?

No mundo dos quadrinhos, The Calculator é o pai de Wendy Harris, personagem cujo codinome é Proxy. Wendy também anda de cadeira de rodas como a Oráculo e está relacionada com as histórias dos Jovens Titãs e das Aves de Rapina, da qual Helena Bertinelli, Canário Negro, Batgirl e Barbara Gordon fazem parte.

E como a tal da Proxy vai parar na cadeira de rodas, Isaque? Numa das histórias dos Jovens Titãs, ela e o irmão Marvin, que trabalham com o time, são atacados por um vilão chamado Wonderdog. Marvin morre e Wendy perde o movimento das pernas. Posteriormente, já com o codinome Proxy, a mocinha trabalha com a Batgirl Stephanie Brown, a sexta mulher a ocupar o manto da heroína, para salvar Oráculo (Barbara Gordon, a segunda Batgirl), nesta ocasião sequestrada por Calculator. Além disso, Proxy ajuda Stephanie com assuntos tecnológicos quando Miss Gordon não está disponível. Ou seja, Proxy é uma versão alternativa da Oráculo.

Felicity, portanto, pode se tornar Proxy, principalmente se seu pai for o The Calculator. Faria absoluto sentido e possui uma boa base nos quadrinhos.

É esta base no mundo da nona arte que me deixou com a pulga atrás da orelha em relação à H.I.V.E. Primeiro que na cena do cemitério Oliver não diz a Barry o nome da pessoa que irá matar. Na cena do carro, em que Felicity magya dá o aval para Ollie matar o filho da puta que colocou o personagem misterioso naquele túmulo, ela também não fala um nome. Junto deste fato existe a informação, divulgada por Marc Guggenheim, de que Damien não será o único grande vilão desta temporada.

Nos quadrinhos, a H.I.V.E. é liderada pela H.I.V.E. Mistress, uma mulé, e Damien Darhk é o seu braço direito. Mistress é a ex-esposa de Slade Wilson, Adeline Kane. E se a esposa de Darhk em Arrow for a líder da organização? Pelo jeito que ela fala com ele, exigindo coisas, tal teoria é possível, fazendo de Damien uma peça no tabuleiro da Destruidora. Dessa forma, o Loirinho Sombrio se torna apenas mais um vilão da temporada, confirmando a informação de Guggenheim. Não esqueçam que nos anos anteriores os vilões de Arrow se relevaram no meio da temporada, diferente do que aconteceu nesta quarta. Será possível, meu povo!? Segura corassaum!

Ano passado, Stephen Amell disse no painel de Arrow durante a Louisville Comic-Con que outro membro da família Wilson poderia aparecer na série para uma batalha épica. Neste fim de semana, durante a Heroes and Villains Fan Fest em New Jersey (no meio da grande nevasca que atingiu a costa leste dos EUA), Amell voltou a falar que adoraria ver Manu Bennet novamente como Slade Wilson, o Exterminador. Será que a esposa de Darhk é esta integrante da família Wilson do qual Papai Amellito falou? Ou teremos a presença de um dos filhos do vilão?

Já sabemos que Joe, filho de Slade, foi citado em Arrow, mas nos quadrinhos também temos Grant, o filho mais velho, e Rose. Nas páginas da DC, Grant também está envolvido com a H.I.V.E., assim como sua mãe, Adeline. Miss Ex-Wilson Líder Da H.I.V.E. também tem relação com Vandal Savage, o vilão atual de Legends Of Tomorrow. É ou não é conexão pra nos deixar com o cú no chão? Miolos fritando desde já, migues.

Mudando um pouco de assunto, é hora de falar sobre o anel de noivado ausente nas mãos de Olicity durante o flashforward. É óbvio que algum babado fortchy aconteceu neste meio do caminho para quebrar as amarras do amor, mas o que exatamente? Será que Felicity não aguentou a pressão de sua nova realidade? Ou Oliver se distanciou da mocinha? Ou Felicity percebeu que não está afim de lidar com os danos colaterais de ser esposa do herói? Minha teoria é de que Miss Smoak irá descobrir a existência do filho de Oliver e, por isso, terminar o noivado. Outra teoria é de que ela irá cansar dessa porra e dizer chega, vou aproveitar a vida bem longe daqui usufruindo a fortuna que Ray Palmer me deixou. Para completar esta teoria, o promo do próximo episódio, A.W.O.L., mostra Miss Smoak sobrecarregada e dizendo que não pode mais fazer parte do time. Não vamos esquecer que na última crise do casal foi Felicity quem lacrou por Ollie manter segredos. Portanto, há uma semente da discórdia já plantada neste terreno.

Outro fato interessante é que Felicity diz ‘son of a bitch’ na cena do carro e isso implica que o vilão é do sexo masculino. Será que o possível pai dela pode ser o tal assassino? To loka do cooh tecendo mil teorias, néah? São tantas possibilidades… Me ajudem nesta tarefa e compartilhem suas ideias. Me enviem emails, tweets ou mensagens no Face!

Legends Of Tomorrow

Chegou a hora de falar de Legends Of Tomorrow, a nova crocância da CW e expansão do universo Arrow. Para facilitar, como já falei um monte até aqui, colocarei minhas observações em tópicos. Lá vai:

    • Para quem assistiu ao crossover de The Flash e Arrow, o piloto de Legends pode soar repetitivo. Devemos levar em consideração que é um episódio feito para quem não viu o crossover e deve funcionar sozinho. Diego Antunes fez uma ótima review e você pode ler aqui.
    • Nos quadrinhos, Rip Hunter fez parte de um time chamado ‘Forgotten Heroes’, ou ‘Heróis Esquecidos’, que se uniram para impedir que Vandal Savage dominasse o mundo. A história acontece na revista Action Comics 552, 553 e 554. Qualquer semelhança com Legends Of Tomorrow não é mera coincidência, migues!
    • No mundo da nona arte, Rip Hunter é o fundador do grupo The Time Masters, o mesmo grupo do qual ele está fugindo na série de TV e que controla a linha do tempo. Rip é filho de Booster Gold, um outro viajante do tempo do Universo DC.
    • Hunter já foi citado por Eobard Thawne, disfarçado de Harrison Wells, no season finale de The Flash, 1×23 – Fast Enough. Lá, quando Thawne constrói uma cápsula temporal para voltar ao seu tempo original, ele cita que Rip Hunter é o criador da engenhoca.
    • Durante a reunião com os integrantes do Time Masters, na série de TV, Hunter cita alguns ditadores e Per Degaton, um vilão com poderes de viajar no tempo. Será que ele será um novo vilão para a série?
    • Waverider, a nave de Hunter, é referência a um personagem da DC que se tornou parte da linha do tempo, do fluxo temporal, ao tentar voltar e impedir seu futuro sombrio. E Chronos, o agente dos Time Masters, é um vilão do Atómo.

Ufa… chega de referências!

Em relação ao episódio, achei interessante a proposta da série e a introdução dos personagens, principalmente do retorno de Sara Lance em boa forma. Gostei também de saber que Cisco foi quem costurou o uniforme da Canário Branco (ahaza, Bee!), mas espero que a sede de sangue de Miss Lance não desapareça. Gosto destas conexões sutis entre as séries do Universo Arrow. Funciona com a mesma dinâmica dos quadrinhos em que várias histórias independentes acontecem no mesmo universo e se conectam em alguns pontos. Quero ver mais episódios para poder formar uma opinião.

Bom, gentchy linda, por hoje é só e estou oficialmente de volta ao universo Arrow depois da pausa do TCC. Antes de ir, algumas coisas importantes sobre a continuidade da newsletters:

    • NÃO FAREI mais reviews semanais, pois prefiro produzir textos para vocês com mais tempo e pesquisa apurada. Farei review da temporada completa no Omelete e no Imerso.
    • FAREI esta newsletter com comentários, referências e teorias. Elas chegarão ao email de vocês a cada quinze dias, mas podem ser entregues de surpresa caso eu tenha algo muito interessante para falar.
    • Nas próximas semanas postarei conteúdos relacionados ao universo Arrow no Imerso. Análises dos quadrinhos da série e materiais extras como a série Vixen.

Um bayjo e um quayjo!

P.S. Confiram minha review do retorno de Arrow lá no Omelete.

P.S.2. Stephen Amell e John Barrowman cantando “Do You Want To Build A Snowman”. Coisa lynda! <3

P.S.3. Thea e o amor: um caso eterno de drama. Queremos mais baphos, Cházinha! Ser Speedy te deixou careta.

P.S.4. Damien gata, a senhora é destruidora mexxxmo!

P.S.5. Como não chorar de emoção quando Laurel entrega uma performance melhor que a de Oliver?

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