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Geneva International Film Festival Tous Ecrans celebra o universo audiovisual

Geneva International Film Festival Tous Ecrans (FTE) movimenta a cena multimídia européia

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©Rebecca Bowring


O Geneva International Film Festival Tous Ecrans (FTE) que aconteceu em Genebra, na Suíça, de 4 a 14 de novembro, movimentou a cena multimídia européia e não foi dedicado somente aos populares filmes de longa metragem, mas fez um apanhado de produções audiovisuais. O FTE recebe uma média de 17 mil  visitantes por ano e é um paraíso para os amantes de séries de TV, produções online e realidade virtual.  São três as principais seções do festival: Feature film, dedicado aos longas e curtas de ficção, mostra competitiva televisão, dedicada às séries e videoclipes, e a mostra digital que apresenta as produções em realidade virtual e web séries.

O festival também apresenta filmes fora de competição, uma retrospectiva sobre a história do 3D com clássicos do cinema e highlight screenings que são os lançamentos do ano.

Os filmes em realidade virtual são de encher os olhos, de elevar a adrenalina e fazer os mais medrosos passar vergonha pelos gritos e sussurros que são externados, quando estão sentados na poltrona, mas seus olhos presenciam  uma simulação de queda livre em mais de 200 metros, a visão através do olhos de um inseto ou uma caminhada dentro de um desenho. Exibidos em uma sala-globo que foi construída do lado de fora do Théâther Pitöeff, os filmes têm duração de até 10 minutos e foram produzidos em países como França, Holanda, Suíça e  Estados Unidos.

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©Rebecca Bowring

Um dos pontos fortes do festival é a exibição das séries de TV. Tanto na mostra competitiva, quanto na mostra fora de competição alguns pilotos de série despertam o interesse pelo fato de serem desconhecidos do grande público e porque foram produzidas em países  como Romênia, Hungria, Bélgica, Islândia, Dinamarca, Finlândia e Suécia, fora do eixo Estados Unidos e Inglaterra. Nesta edição, o FTE  exibiu o piloto de ‘O Hipnotizador’, série co-produzida no Brasil.

Nossa seleção de séries:

Prisoners, 2017

Islândia

Linda é enviada para um presídio feminino depois de cometer uma agressão que deixou seu pai, um homem de negócios e político influente, em coma. Os laços familiares são quebrados e somente um segredo de família, que precisa ser revelado, pode inocentar a protagonista.

Golden Life, 2015

Hungria

A vida de uma família de classe média alta na Hungria, envolvida em corrupção para manter seu patamar social – uma vida de aparências e artimanhas para atingir os seus objetivos relacionados a poder, dinheiro e prestígio.

Mum, 2016

UK

Essa comédia britânica nos conduz pelo dia-a-dia de uma mãe que tenta reconstruir a vida com sua família após o falecimento do marido. Situações hilárias e que poderiam fazer parte do nosso cotidiano dão brilho à série.

Amigo’s, 2015

Bélgica

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Cinco amigos que se conheceram na cadeia decidem montar um restaurante e retomar suas vidas após deixarem o presídio, mas nem tudo sai como o planejado.

 

Longa-metragens

Fizemos uma seleção de três filmes que merecem atenção pelas excentricidades. Dentre os longa metragens, assistimos ao francês Apnée,  ao argentino ‘A decent Woman’ e ao suíço ‘Late Shift’.

Apnée, França, 2016

Jean-Christophe Meurisse

Max, Céline e Thomas são três amigos que querem se casar, viajar, ter filhos e uma casa. Até aqui parece tudo bem simples, mas eles querem conquistar todos esses objetivos em trio e se chocam com burocracia e problemas financeiros na França, além de algumas situações bem absurdas. A comédia do diretor Jean-Christophe Meurisse tem um roteiro de esquetes, mas é baseado em diálogos improvisados, o que torna o filme ainda mais engraçado e, por vezes, desconexo da realidade.

A decent Woman

Lukas Valenta Rinner, 2016

‘A decent Woman’ ou Los decentes, título em espanhol, do diretor austro-argentino Lukas Valenta Rinner, filmado na Argentina e produzido parte na Áustria e parte na Coréia do Sul, é uma boa surpresa no festival. Retrata a diferença de classes na Argentina e conta a história de um clube de naturistas de classe alta que busca viver seus prazeres dentro de um condomínio de luxo. O filme seduz e causa uma estranheza ao mesmo tempo, o que alimenta o interesse no desenrolar da trama.

Late Shift

Tobias Weber, 2016

Não esqueça de deixar o celular ligado e ativar o WiFi quando entrar no cinema. É isso mesmo! A regra é ficar de olho no filme, mas também no Smartphone. Late Shift é um filme interativo e quem toma as decisões pelo protagonista Matt  é o público. Matt é um estudante que trabalha em um estacionamento no turno noturno e acaba se envolvendo em um crime. A direção é de Tobias Weber e é o primeiro filme interativo que mistura ficção e game. Logo nas primeiras cenas algumas perguntas surgem na tela para que os espectadores votem e comecem a moldar a personalidade do personagem. No desenrolar das cenas os espectadores votam e o personagem adota as medidas votadas pela maioria. O longa, que pode durar de 60 a 90 minutos, deixa o público boquiaberto com a fluidez dos diálogos e da narrativa. Durante a sessão é possível ouvir os ruídos da plateia que comemora ou esbraveja as decisões tomadas e o curso da narrativa.  São 180 decisões e 7 finais diferentes. O longa também pode ser adquirido na Itunes Store e é preciso baixar os aplicativos Late Shift e CtrlMovie para interferir na narrativa e participar dessa experiência.

Vencedores do 22° Geneva Film Festival Tous Ecrans

  • Melhor Longa-metragem Life and a Day, Saeed Roostaee.
  • Menções Especiais do Júri: Sofia Exarchou, pelo filme Park e Khavn de La Cruz por Alipato – The Very Brief Life of an Ember.
  • Melhor Série de TV:  Richard Price and Steven Zaillian por The Night Of
    Menção Especial do Júri para Série de TV: Gábor Krigler por Golden Life.
  • Melhor filme em realidade virtual: Joost Jordens e Mike von Rotz por Transition
    Menção Especial do Júri para realidade virtual:  Jan Rothuizen, Sara Kolster, Juul Spee and Harm van de Ven por  Drawing Room e Oscar Raby por Easter Rising: Voice of a Rebel.
  • Melhor  Videoclipe: Paul Geusebroek por Panda (Desiigner)
  • Menção especial do Júri: Karim Huu Do por  Submarine (The Shoes ft. Blaine Harrison), e a Web série Le bateau de l’Enfer (‘Boat from Hell’) para Julian Nodolwsky e Joachim Barbier
  • Melhor Curta-metragem International: Mahdi Fleifel para A Man Returned,
  • Menção Especial do Júri: Loïc Darses por A Woman and Her Car.
  • Prêmio RTS para Melhor Curta-metragem: Héloïse Pelloquet por The Age of Sirens.

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